sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Do Terminal Pra CÁ - Som e Clip
Do Terminal Pra Ká
Tagarela:
Irmão, Eu moro Num Bairro
O nome desse bairro é Pereque-Açu ta Ligado?
Eu tenho “mó” Orgulho de Viver lá
Talvez eu não possa trazer vocês até meu bairro
Mas eu posso trazer meu bairro até vocês
Ao passar do terminal
Seja bem- vindo ao nosso local
Moleque aqui passa mal
Só de fitar os quebra-paus
As tias penduram o lençol
E caguetam pro pessoal
As lâmpadas roubadas
Que hoje dão luz ao cerol
"But novo" da mó moral
Pras menininhas Paga Pau
Nem pelo but, mas pelo furto
Já ser Profissional
Que pros moleques é normal
Seguir o caminho do mal
Mesmo sem nome Pros “zome”
Se é daqui, é tudo igual
Na lan house eu sou brutal
Na capoeira universal
No foot eu sou real
Na guerra sou desigual
Com os parceiros eu sou leal
Pros “zome” sou marginal
Deu pra entender e compreender
Sou Perequê até o final
Lorens:
Vagabundo, oriundo
Do fundo do Pereque-Açú
Pra uns revolucionários
Pra outros só mais um
Só mais um que cresceu
Nesse ambiente hostil
Chequei aos dezenove
Aonde a vida é por um fio
Traduzido do tupi
Bem vindo às grandes Tretas
Lugar das ruas de terras
Perfumadas por valetas
Quando chove é só lama
Com a bike sem pára-lama
Não precisa de switch screen
A própria rua que estampa
O logotipo de quebrada
É fácil de reconhecer
Nas costas das camisetas
Os pingo marrom degradê
Pode crê,
Mais uma cria do perequê
Fazendo por merecer
O privilégio de ser, D.T.P.K
Refrão :
D.T.P.K não avisa faz
Esse é o lema que o Perequê nos traz
D.T.P.K não avisa faz
Vem bater de frente se acha que pode mais
D.T.P.K não avisa faz
Buscando objetivos, Lutando por ideais
D.T.P.K não avisa faz
Do terminal pra cá, nós só se tromba pela paz
Confector:
D.T.P.K pode chegar
Se é pra constar “tamo” em ação
“Impreguinado” até no nome
Em meio a grande confusão
Observação, Cautela
Sem dar trela no rolê
De pé no chão pelas vielas
Vejo vários se perder
Mas também tem
A beleza das quebradas
As minas do Bem
Se a molecada ta nas quadras
No “Fut” o sangue Ferve
Sem “but” Descalço serve
Na “Mutley” to no CS
Só com as moedas contadas, Morô ?
Quem é ligeiro visualiza vários tipos
De ser parceiro ou talarico
Fala que é rapper mais é bico
Não fico naquela
Observo os verdadeiros amigos
Que “fecha”, “Fecharam tio”, e sempre “fecharão” comigo
Isabella:
Representando as minas no Rap
Aproveitando que a caixinha
Ta se abrindo e as rima tão saindo
Vim fala de um bairro
Que é palco de uma galera
Que ta sempre na espera de uma vida melhor
Vivemos numa realidade
De um mundo sem facilidade
Mas nem por isso,
Deixaremos de sorrir e de curtir
E nem por isso
Deixaremos de esperar
Os nossos sonhos que
Um dia vão se realizar
Porque o D.T.P.K
Veio representar, muito mais além
Que só, do terminal pra cá
Essa galera vai sair rimando
E dominando as ruas
Você vai ver, tudo isso acontecer
REFRÃO...
Digão:
Ei Perequê, Ei você
Eu dei minhas primeiras Tracks
Nas tape da minha irmã
Perguntava quem, dizia: Hã?
Sem saber que ...
Um dia daria um rap
Riscava os discos três em um
Logo veio o Djavan
Desodorante em frente o espelho
Duelo esfarelo o elo
Toda manhã após sol bater
Nos duplo deck
Vi minha cozinha feito piscina
Vazia de alegria,
Sala fria, trazia
A fantasia da razão
Minhas lajes pingando gotas
De tristeza e solidão
Depois de tudo que passei
Não vou dizer que sou nada
Não saiu de mim, nem quando
Eu disse: Bye- bye quebrada!
No terminal deixo uns buscar
Outros eu já corto na mão
Flamarion:
Eu queria uma rima
Ela saiu derrepende
Perequê esse é meu bairro
Nele vou ficar pra sempre
Eternizado em cada palavra
Aqui falada
D.T.P.K já ta no jogo
Mas não veio pra brincar
Do terminal pra cá
"Nós apanha" mais não corre
É foda treta depois
De tomar uns gole
Tem os mano do “woley”
Tem os mano do gol
Tem uns que curtem Flora
E outros que curtem Flow
Vim aqui pra ganhar
Sem precisar de apelo
Perequê, terras de sonhos
E de pesadelos
Se é sonho sonharei,
Se é pesadelo viverei
Pra no fim falar que pelo
Perequê Lutei.
Refrão...
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